
No início de outubro de 2005, o Programa Aluno Monitor iniciou sua jornada em Brasília (DF). Alunos e professores da região agora têm a oportunidade de ampliar seu conhecimento e de se preparar para as exigências do mercado de trabalho.

O Programa Aluno Monitor no estado foi viabilizado por meio de uma parceria entre a Microsoft e a Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal.
Cerca de 620 pessoas, entre alunos, professores e técnicos dos Núcleos de Tecnologia Educacional (NTEs), participam do Programa Aluno Monitor em Brasília.
“A premissa foi trabalhar na diversidade, com as comunidades mais carentes. Alguns dos participantes do programa vivem em regiões muito pobres e de difícil acesso, como as cidades-satélites de Ceilândia e Santa Maria”, relata Valdir Moizinho, coordenador estadual do Programa Nacional de Informática na Educação (Proinfo).
Receptividade total
Moizinho, que também participa do programa e acompanha de perto a evolução das pessoas, diz que os participantes estão muito animados com o potencial descortinado pelo projeto.
“O aluno sai do curso com um certificado com a chancela do estado e da Microsoft, o que é muito valorizado”, comenta.
Alexandre Mathias Pedro, coordenador do Programa Aluno Monitor no Distrito Federal, também está confiante no desenvolvimento do Aluno Monitor no estado.
“Os participantes estão acessando bastante o conteúdo do programa, o que é muito bom. Sinto que o Aluno Monitor está sendo bem recebido pelos alunos e professores”, destaca.
De acordo com Alexandre, o pré-requisito para a escola ser cotada para o programa foi ter laboratório de informática e acesso à internet.
Necessidades especiais
Preocupado com a democratização da educação, o estado está apto para fazer adaptações para pessoas com necessidades especiais.
No entanto, não houve, nesta primeira etapa, nenhuma inscrição. “Esperamos atingir esse público na capacitação de 2006”, diz Moizinho.
Este atendimento foi preparado para atender participantes com deficiências médias, como problemas auditivos, visuais ou de locomoção. Com uma assistência personalizada e equipamentos adaptados, é possível promover a inclusão digital destes participantes.
Expectativas para o futuro
Hoje, o programa é supervisionado pela Microsoft, mas a partir da próxima turma, que terá início em setembro de 2006, os alunos já poderão ser professores, possibilitando a multiplicação do projeto.
Com tantas novidades, o coordenador do Proinfo está otimista: “Nós estamos contentíssimos com esta parceria. Esperamos continuar com ela por mais tempo. Agora é só colher os resultados”.
Reportagem: Carolina Casella
Fotos: divulgação