Estímulo total à imaginação

Publicado em: 21 de novembro de 2006


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Quer entender melhor o projeto? É só clicar nos documentos abaixo!

 Memorial Descritivo

 Projeto

 Apresentação para os alunos


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Fruto do trabalho desenvolvido entre os professores da escola durante o Programa Aprender em Parceria (Peer Coaching), o Projeto Ler e Escrever? Com o Computador! mostra como o ensino deve ser: divertido e desafiador, valorizando o aluno e aumentando sua auto-estima.

O que fazer para manter vivo o interesse da garotada nos conteúdos escolares? Atividades lúdicas e desafiadoras são sempre bem-vindas. Melhor ainda quando os professores conseguem aliá-las aos recursos tecnológicos!

Foi pensando nisso que as professoras Tatiani Ferrari, Juliana Cristina Fiore e Cristina Aparecida Devecchi Lopes, da Fundação Bradesco de Osasco (SP), criaram a web lesson “Ler e Escrever? Com o Computador” para os alunos do grupo de recuperação paralela da 3ª série do ensino fundamental.

Desenvolvida a partir da participação de Tatiani no Programa Microsoft Aprender em Parceria (Peer Coaching) a atividade, de Língua Portuguesa, tem como objetivo demonstrar a estrutura de uma narrativa, identificando suas partes - expectativa, conflito, tentativa de resolução e desfecho, ao mesmo tempo em que melhora seu desempenho escolar e estimula a imaginação dos estudantes. Como explica Tatiani, este é um aspecto fundamental para o sucesso do projeto.

Véspera do prêmio

“Quando o aluno é indicado para participar desses grupos, muitos se sentem desmotivados, achando que será apenas um reforço extra”, conta. “Por isso, para as turmas com ritmo de aprendizagem diferenciados, costumamos utilizar outras propostas de trabalho, buscando atender a estas necessidades individuais”.

Caixas misteriosas...

Realizadas uma vez por semana, as aulas do grupo de recuperação paralela acontecem em horário oposto ao de aula.

Na primeira aula, como atividade disparadora, o professor lê uma poesia e mostra aos alunos uma caixa. Ao abrir, encontram uma tarefa que terão que responder para poder passar para as próximas. As demais caixas são virtuais, acessíveis em documentos PowerPoint. Todas são desafiadoras – se não conseguirem responder, não passam para a fase seguinte. Tudo, é claro, com debates em grupo e com a orientação do educador.

Pesquisas em sites na internet, leitura de trechos de livros e produções de histórias em quadrinhos estão entre as tarefas pedidas. “No final, eles escrevem suas próprias histórias, que depois são transformadas em livros”, afirma a professora Juliana Fiore.

Como resultado, as educadoras apontam avanços significativos na produção textual, aumento da criatividade e até mesmo da auto-estima das crianças. “É nítido o orgulho que eles sentem em socializar seus textos”, conta Tatiani.

Tatiani Ferrari, líder do projeto

Rede de colaboração

Seguindo o modelo de rede de colaboração de educadores proposto pela metodologia do Programa Microsoft Aprender em Parceria, Tatiani Ferrari orientou em 2005 um grupo de 12 professores colaboradores na Fundação Bradesco – Cidade de Deus (Osasco –SP), entre elas Juliana Fiore. Ela, por sua vez iniciou o trabalho com a responsável na época pelo grupo de recuperação paralela, a professora Cristina Devecchi Lopes.

A Aula Web “Ler e Escrever? Com o computador” foi elaborada e passou a ser desenvolvida seqüencialmente e semanalmente com os alunos da terceira série do ensino fundamental.

A elaboração e aplicação das aulas foram supervisionadas pelas respectivas Orientadoras Pedagógico-Educacionais. A escola formou, então, uma rede de colaboração envolvendo 22 professores no ambiente colaborativo, atendendo 80 alunos.

Confira abaixo uma conversa com a educadora Tatiani Ferrari:

ENTREVISTA

Motivar crianças com dificuldades de aprendizagem não é tarefa fácil. Que dica você daria para os professores que têm que lidar com esse público?

Mudar o enfoque, ou seja, ao invés de só se preocupar com a melhor maneira de ensinar é importante tentar descobrir como o seu público aprende. Saber o que tem significado para essa criança e o que desperta seu interesse a colocando na condição de sujeito no processo de construção do conhecimento. Não há uma receita, pois cada criança é única. No entanto, acreditamos que atividades que envolvam situação-problema e aspectos lúdicos contribuem muito para boas situações de aprendizagem.

Como desmistificar o uso do computador para os professores que demonstram receio de utilizá-lo nas aulas?

O caminho para isso é a sensibilização e não a imposição. O medo e a resistência que o educador costuma apresentar acontece quando ainda não percebeu essa ferramenta como uma facilitadora de suas atividades diárias profissionais e pessoais e ainda como um ótimo recurso pedagógico. Nas formações de professores colaboradores feitas através do Programa Aprender em Parceria, é fascinante ver o encanto dos educadores ao descobrirem sites e softwares que poderão utilizar em suas práticas pedagógicas. Todos saem cheios de idéias e dispostos a encontrar um “parceiro” para compartilhar suas descobertas.

Vocês concorreram com projetos fortes de todo o país e acabaram sendo escolhidos. O que representa na trajetória profissional de vocês esta premiação?

Chegar até a final foi extremamente compensador. O prêmio marca o reconhecimento do nosso trabalho, e nos incentiva a seguir por esse caminho. Profissionalmente é uma responsabilidade muito grande, pois agora em nossa escola somos referência e para tanto precisamos mais do que nunca superar as expectativas e buscar cada vez mais aprimoramento profissional para auxiliar nossos colegas e continuar propiciando meios para uma educação de qualidade.

Quais são suas expectativas para o Innovative Teachers Forum?

Espero conhecer novas práticas pedagógicas e suas diferentes realidades, além de representar da melhor maneira o nosso país, mostrando o nosso comprometimento com a educação. Fazer parte dessa grande rede de educadores, não será apenas uma rica experiência profissional, mas uma experiência para vida.

Reportagem: Vivian Ragazzi
Fotos: Paulo Pepe e arquivo pessoal




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Resultados


Alunos mais motivados em freqüentar as aulas;

Maior conhecimento de softwares como o Microsoft PowerPoint e Internet Explorer;

Melhoria do rendimento escolar;

Aumento da auto-estima


Contexto
A Fundação Bradesco atende alunos de baixa renda, com unidades em todo o país. O uso da tecnologia é bastante estimulado nas escolas, já que a grande maioria não possui computador em casa.



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