
Não são necessários mais do que cinco minutos de papo com Noara Maria de Resende e Castro, de 47 anos, diretora da Escola Municipal Hilda Rabello da Matta, de Belo Horizonte (MG), para que se perceba seu entusiasmo com tecnologia.
Na direção do Hirama, como a escola é mais conhecida, desde 2003, Noara diz que “mandou ver” no aprimoramento da área. Com formação em Educação Física, a informática é a grande paixão da gestora, que não mede esforços para trazer inovações ao estabelecimento.

“A escola deve acompanhar o mundo, a realidade que nos cerca”, explica. “Nós somos os responsáveis pelas mudanças e devemos implementá-las com seriedade, expectativa e compromisso em melhorar a sociedade”, afirma.
Um compromisso que se renova constantemente, já que a escola se preocupa em desenvolver projetos multidisciplinares envolvendo diferentes interesses dos alunos.
Preconceito racial, arte, história e desarmamento são apenas alguns dos temas já discutidos pela escola, que procura sempre unir temas polêmicos ao uso de recursos tecnológicos.
Até a sala de cinema da escola está completamente integrada à tecnologia, equipada com computadores com acesso à internet, DVD e VHS e som ambiente.
“O aprendizado é completo. Primeiro, temos o desenvolvimento de atividades em sala de aula. Depois, a pesquisa na internet, e por último, o filme”, afirma. “Com isso, os alunos possuem mais subsídios para o debate. Para os mais novos, o grande objetivo é melhorar a leitura - usamos filmes legendados – e a interpretação”, esclarece.
Indicação em revista

Tanta dedicação em promover um ambiente adequado às necessidades dos dias atuais trouxe reconhecimento público para a gestão da escola.
A edição de setembro de 2005 da revista Nova Escola, da editora Abril, indicou o Hirama como um dos estabelecimentos educacionais que melhor uso fazem dos recursos do Dinheiro Direto na Escola (PDDE), enviados anualmente pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, do governo federal.
Um exemplo da utilização destes recursos foi a construção do clube de xadrez, um espaço para a garotada jogar ao ar livre, na hora do recreio. O aprendizado é paralelo ao da sala de Informática, na qual os alunos recebem técnicas virtuais.
“Acredito que nossa escola foi selecionada por utilizar a verba com projetos que beneficiam diretamente aos alunos”, afirma Noara.
Sem limite de idade
Engana-se quem pensa que a idade importa quando se fala em tecnologia. “Temos alunos de 6 a 60 anos, e mesmo os mais velhos já aprenderam a lidar com as máquinas”, afirma Noara. “São estimulados a usar tanto durante as aulas, como para uso próprio, consulta de e-mail, pesquisas”.
Os professores da escola também se sentem à vontade com o uso da tecnologia. “Já faz 8 anos que o computador é meu aliado”, afirma Aida Margaret, professora de História do Hirama. “É impossível planejar uma aula sem usá-lo”.
Planos mil
Com tantos projetos, a Escola Municipal Hilda Rabello da Matta se estabelece como uma escola consciente e preparada para atender aos desafios desta e das próximas gerações de alunos.
“Estamos planejando aulas com ainda mais interatividade. Compramos um Datashow que nos ajudará muito, com projeções de pesquisas, charges, leituras cartográficas...”, comenta a diretora.
A escola não se esquece da comunidade. Estão previstos, aos sábados, os projetos Internet Cidadã e Cine Comunidade, quando a escola abrirá suas portas para as pessoas que vivem nas proximidades do colégio possam utilizar os computadores e assistir filmes.
Qual o segredo do sucesso do Hirama?. “Amor e garra”, finaliza Noara, com simplicidade.
Saiba mais sobre a trajetória de Noara!
Fotos: arquivo pessoal